Esta banda começa por se chamar A Ferro & Fogo, sucedendo aos Plutónicos (com origens nos anos 60), da zona de Lisboa, mais propriamente da Pontinha.
A estreia nos concertos já como Ferro & Fogo acontece em 1978, no Pavilhão do clube de Aveiro, Beira-Mar, e não podia ser mais auspiciosa, uma vez que nessa mesma noite actuam também os já celebrados Tantra.
No entanto, o primeiro disco ainda demorará três anos e surge com a oportunidade trazida pelo boom do rock português. Desta forma, a banda que começou por fazer covers de rock mais pesado, cria, neste estilo os seus próprios originais: "Super Homem" / "Vai de roda, vem de rock" (1981) é primeiro single, editado pela Metro-Som.
Ao contrário da maioria das bandas, não ficam pelo single de estreia: no ano seguinte e pela mesma editora editam mais um single ("Sta. Apolónia / Gaja marada") e o LP "Vidas".
Têm uma boa rodagem de concertos, chegando a fazer a primeira parte dos Classic Nouveaux, algo estranho uma vez que esta banda inglesa paraticava uma sonoridade mais perto da new wave/powerpop. Mas esta época foi fértil neste tipo de associações, onde o "moderno" era tomado como um todo.
Ainda mais curioso foi a autoria de bandas sonoras infantis para peças teatrais, nomeadamente uma versão de "D. Quixote".
Já no estertor do boom, em 1984, editam o último disco, o single "Oxalá" / "Homem das Mulheres", através da Discossete.
Até aos dias de hoje, continuam activos sem mais discos editados e, sobretudo, como banda de "covers", parecendo, desta forma um regresso aos tempos iniciais.
Indissociável da imagem da banda é o carismático líder e vocalista João Carlos (único membro fundador ainda presente) que, nos anos 70, havia integrado os míticos Hosanna – que apesar do sucesso em concertos pelo país inteiro, não deixou nenhum registo discográfico.
Ferro & Fogo (aquando do primeiro single):
- João Carlos: voz
- Necas: guitarra
- Alfredo Azinheira: baixo
- Mário Rui: bateria
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Tem quatro discos presentes no museu.