30 anos
1980-2010

Em 2010, nos 30 anos sobre o boom, foram publicadas 18 entrevistas, 3 destaques e 9 colaborações de escribas da música nacional. Fica aqui esse registo/memória.

COLABORAÇÕES . 30 anos
DESTAQUES . 30 anos

Em 2010 foi solicitado a um conjunto de escribas/estudiosos da música nacional presentes na Web para responderem a três curtas perguntas sobre o boom e, também, a fazerem uma escolha – cinco LPs e cinco singles – centrada nos anos 1980-1983.

Aqui ficam as palavras e escolhas do autor do blogue Toxicidade, Carlos Vilafanha. O blogue ainda está activo: http://www.toxicidades.pt

António Luís Cardoso


Singles

  1. Speeds – "Where I Used to Play"
  2. Go Graal Blues Band – "Lonely"
  3. Banda do Casaco – "Natação Obrigatória "
  4. Rui Veloso – "Chico Fininho"
  5. António Variações" – "O Corpo é Que Paga"

 LPs

  1.  Tantra – "Mistérios e Maravilhas" (não é do período pedido)
  2. Rui Veloso – "Ar de Rock"
  3. António Variações – "Anjo da Guarda"
  4. Banda do Casaco – "No Jardim da Celeste"
  5. Go Graal Blues Band – "White Trafic"

Entrevista a Carlos Vilafanha, responsável pelo blogue Toxicidades, em Junho de 2010

Recordo pela positiva as noites passadas no Rock Rendez-Vous

Volvidos tantos anos sobre o ‘boom do rock português’, que memórias restam desse tempo a um amante de música portuguesa?

Memórias? Passados estes anos todos, recordo pela positiva as noites passadas no Rock Rendez Vous a ouvir boa música e os convívios com alguns músicos; pela negativa, recordo a avalanche de grupos que apareceram, muitos dos quais sem a minima qualidade para gravarem discos, mas como aquilo que era editado, tinha boas vendas... as editoras lançavam tudo.

 

A eterna questão do pai do ‘boom’ do rock português: Rui Veloso ou António Manuel Ribeiro?

A existir um pai do "boom" do rock português, ele é, na minha opinião o Rui Veloso, não por ter sido o pai do rock português, mas pelo facto de ter sido o enorme êxito do seu disco "Ar de Rock", a abrir as portas das editoras a muitos grupos. Quanto a António Manuel Ribeiro, teve realmente a sua importância (Jorge Morreu foi editado antes do disco de Rui Veloso), mas não obteve um sucesso que chamasse a atenção para a música que se fazia por cá.

 

30 anos depois, como está a música moderna portuguesa?

Não está mal, mas podia estar muito melhor; direi mesmo que está bem atendendo  ao facto de a divulgação ser praticamente nula, pois as rádios não passam e a televisão muito menos. Julgo que se existisse um bom apoio por parte da comunicação social, teriamos grandes grupos e grandes músicos em Portugal; ainda melhores do que são.

Go Graal Blues Band – "Lonely"

Banda do Casaco – "Ai se a luzia "

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